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Pequeno verso

Sorriu pra mim
E esse pequeno grande verso
Já é, só, um poema todo
Com início, meio e fim.
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Estrela terrestre

Deixei de me apaixonar por estrelas do Céu
Apesar de lindas
E ainda me manter iludido
Mudou meu pedido
Desejo agora uma estrela da Terra
E quem pensa que o meu verso se engana
Ou mesmo meu verso erra
Por não cantar céu e mar
Não encontrou um só olhar
Como na Terra encontrei

Vinicius de Oliveira
(Imagem do filme star dust)
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Mais um escrito destinado ao tempo ou a falta dele

Na melhor das hipóteses pirei
Deixei o tempo passar olhando nuvens
Que se desfizeram na primeira oportunidade
Saudade do ultimo desenho
Numa tentativa de imitar posturas de ioga cai
E machuquei o joelho
Sangrou e eu nem parei pra limpar
Apenas deixei sangrar e sangrou
Até que parou...
Dizem que o tempo é o melhor remédio
para algumas enfermidades. Será?
Meu professor de ioga disse que não posso ser coelho
Tenho que imitar em câmera lenta as tartarugas
Em câmera lenta?
Já não andam as tartarugas assim?
E me irrita a sua lerdeza
(Não! Recomporei esse verso anterior)
"E me inveja a sua lerdeza"
Diz também o mestre que minhas rugas
Vão aparecer em breve
Se a um sono leve eu não me entregar
- Mas como andar devagar
Se tudo anda ligeiro?
O tempo inteiro rogo aos céus por mais tempo
E aquele momento ao teu lado quando noto
PASSOU...
Passou o tempo que era pra ser lento
Veloz e atroz como num recado silencioso
Me dizendo o quanto sou pequeno
O quanto sou passageiro em seu tempo
O passado engole o presente
Tão rápido quanto extraiu o sabor
De um chiclete fajuto na boca
Na melhor das hipóteses pirei
Deixei o tempo passar olhando nuvens
Que se desfizeram na primeira oportunidade
Saudade do ultimo desenho
Do tempo em que tempo não era prisão
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Entre tic-tac’s e bip’s

Tanto tempo de glória perdido
Na memória, na história,
No próprio tempo
Um tempo veloz que esvazia
Num tic-tac infernal
Entre bip’s programados
De um tempo que escraviza
E acorrenta num ciclo
De desperta programado
E dorme atrasado
Num dia que já não cabe em 24h
Escrevendo esses versos
- Vejam só
Depois de reler notei que presente
Se desfaz tão rápido quanto
A imaginação acusa o passado
Escrevo (ia) e enquanto
Construo (ia) cada verso
Presente... o mesmo verso
Que vos cito(ei) verso acima
Já é passado, simplesmente
Passado...

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No dia em que nasceu o Amor

No dia em que nasceu o Amor
Tudo parecia perdido
Esquecido num olhar vago
De quem perdeu a alma
E na palma da mão pensou
Em esmagar o futuro

Inseguro e acuado
Aquele sentimento Presente
Depois de ameaçado
Tentou se esconder ligeiro
Por traz de uma lágrima
Que escorreu na quina de um olhar
Apaixonado

E Aquela lágrima
Desvendou tudo!

Foi o Exato momento
Em que sentimos o mundo e o seu sentido
Postar-se no rosto
Escorrido direto da alma
E com calma,
O Amor se apresentou como mundo
E o mundo todo era Você
E Você o próprio Amor.
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