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Teus últimos versos



22/06/2010

Sãos esses os versos menos escolhidos
Piores escritos pelas mãos de um poeta
Totalmente despido...

São essas as ultimas migalhas de sentimentos
Colhidas de um coração apático
Repleto de nada...

São esses os últimos pingos de lágrimas
Que banham derradeiros suspiros
De alívio...

São esses os últimos relatos colhidos
De uma alma exposta ao mundo
Traída pelo destino...

São esses os últimos olhares desperdiçados
Mirando um futuro longe
Em nome do passado...

São essas as ultimas palavras de um livro
Que não pensava viver tão cedo
Ultimas palavras...
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Versos pros ventos


Meu coração embriagado cedeu passagem
se entregou por completo ao encanto
e mais uma vez enfeitiçado
o coração poeta recita versos pros ventos.

Leva vento minhas palavras e espalha
pro mundo meus sentimentos,
leva vento, leva...

Escuta a batida doce agora num outro tom?
Os versos já não são os mesmos melancólicos de outrora
E as palavras se encaixam num desenho visivelmente distinto.

Será a comprovação de que o coração é quem vai à pena
E escreve a próprio punho cada sensação?
O meu louco mundo dos sentimentos transcritos
Embarca mais uma vez em contradição.

Que esses versos sejam uma nova leva de retratos da alma
Pra que eu possa postar sorrisos num olhar que há pouco chorava...
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Bebe coração.


Meus olhos passeiam lentamente
devorando cada detalhe teu
cada detalhe recém esculpido
pelas mãos da divindade.

E eu, um espectador covarde,
inerte, preso aos teus encantos
num canto temendo o futuro.

Ah coração inseguro!

Só um instante de paixão
saboreando gota a gota
da recém aberta garrafa de prazeres
não te fará nenhum mal.

Não precisas ensaiar dizeres,
desculpas ou tal igual.

Pelo menos hoje, cala-te coração!
Bebe cada gole sem medo,
sem razão, sem pudor!

Proponho um brinde à juventude,
ao instante e a vida.
Bebe coração, bebe!
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SORRIDENTE MÁSCARA


Mirei ao longe a liberdade
por trás de uma sorridente máscara,
bailando, cantando pro vento.

Na esperança
de que qualquer mensageiro
te entregasse minhas histórias.
Espero que ainda saiba ler entrelinhas
...do contrário,
veria versos opostos do que sinto
com efeitos devastadores
aos meus mais íntimos sentimentos.

e assim, seria condenado
como um personagem livre
de sorriso largo
acorrentado à solidão.

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REALIZA-ME UM DESEJO?



Abri as janelas e o meu racional pé no chão
Decidiu levantar vôo.
A vista aérea é linda,
pra que fincar os pés então?

Abri asas tortas, a brisa me acariciou,
pisei nas nuvens.
Um vento forte soprou
e em seu colo descansei.

Acordei coberto de noite
enquanto uma estrela
sussurrava meu nome!
"Vem poeta... Vem pro céu!"

Quem diria que um dia
ouviria estrelas?
quem diria que tão cedo
me entregaria?

Fechei os olhos e fiz meu pedido:
Foge comigo estrela! Foge pra longe,
além da Terra, além do Céu!
Por que não pedir riquezas
pedir que curasse minhas dores?

Pois pedi o contrário.

Tive que compor novos versos
O coração agora com a pena
ousou transcrever meu desejo
em firmes notas de amor.

Foge comigo estrela!
Foge pra longe...
onde eu possa te ouvir,
enxugar tuas lágrimas,
cantar pra ver você dormir,
nas minhas asas te aquecer...

Realiza meu pedido
Foge comigo,
Foge pra longe...
Onde o destino possa surpreender.

Ele acredita em estrelas, e por este motivo, elas realizam seus desejos...

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FORA DE ÓRBITA

Sou mesmo um insano
De palavras vagas
Num mundo sóbrio.

Um louco sem encaixe
Fora de órbita!
Entregando a outra face
Na mão grosseira da vida.

Que golpeie mil vezes
Se mil vezes preciso for!

Enquanto isso,
Lanço gargalhadas
Esquizofrênicas pro ar...

A cada tapa
Mais intenso,
Mais vivo,
Mais louco...

Antes fora de órbita
Que acorrentado
Ao movimento cômodo
De rotação.
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CABELOS AO VENTO

Cercado de gente
Mais uma vez sozinho
Do outro lado da proa
Onde o vento sopra
Na direção contrária
Ofertando uma movimentação
Completamente nova
Aos meus cabelos entregues...
A luz é outra;
O olhar é outro;
A vista é outra;
O homem é outro;
Mas o coração é o mesmo.
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PÃO PISADO E ÁGUA FRIA


Tranquei o coração em uma cela
e mesmo de lá o inquieto
incomoda...

A pão pisado e água fria
a solidão mantém no peito
Em rédea curta
qualquer sentimento que nasça.

Grande capataz
com um aparentemente perfeito plano anti-fuga
alimentado pelas más lembranças
e pelo medo...

(Dois guardas sempre em alerta!)

Que fique o coração trancado
por muito tempo
mirando pela janela o passeio do vento
levando e trazendo cada estação.
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ILUSÓRIOS VERSOS MEUS.

Tatuado nestas mortas letras
estão sentimentos, sonhos, desejos
e de ilusória escrita do mundo impalpável
que sejam esses versos mais verdadeiros que minha vida.
espremem sorrisos, maquiam lágrimas...

Mas meus ilusórios versos não escondem nada!
Revelam-me menos em guarda... Despido...

E assim, de leviano, só o passar do tempo
um assassino nato, covarde, ligeiro
que durante toda a estação exige um ator.

Meus versos são mais verdadeiros
que qualquer atitude encenada
Talvez mais verdadeiros que eles

Apenas meus olhos, janelas da alma...

Ps: Resposta ao comentário feito no dia 10/09 na poesia INTENSA ALMA
https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1292302245233581219&postID=9063721423222457619&isPopup=true
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À DERIVA

Homem ao mar...

Não se debate na água
Lançado à maré a contra gosto
Um corpo indisposto
Pela vida deixou de lutar

Homem ao mar?

Submersa boa parte sua
Agora menos homem mais oceano
Não estava em seu perfeito plano
Na água se molhar

Homem ao mar!

Não encontrou no seu curso
Nenhuma ilha sequer
Nenhum tronco qualquer
Que quisesse agarrar

Homem ao mar.

Apático, inerte afundou
Sem ponto sinalizado
Foi esquecido, jogado.
Um homem sem respirar

É só um corpo ao mar...
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INTENSA ALMA

Atacou meu anjo da guarda
Covardemente desprotegido
Encarou minha alma
E me lançou maldição
Me fez perdido no tempo
Medo... escuridão...
Quem tem a chave do peito
Não pode trazer solidão!
No colo do meu futuro
Desejo, sonho, lembrança...
E então virou passado
Furtou a esperança
Meu caos na pena se liberta
Não morri completamente
Apenas por existir em mim
A intensa alma de um poeta...
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POEMAS TEUS

No calor das emoções escrevi poemas
E suas palavras passaram
Mais rapidamente que qualquer estação.
Seus versos amadureceram
E caíram, mas antes de tocar o chão
Esquecimento!
Nem lembrança daquele sentimento
Antes doce lindo fruto no pé.
Nem as palavras são mesmo eternas!
As palavras mudam, somem, tomam outros rumos,
Voam, assumem outras formas de pernas pro ar
De acordo com os olhos de seus amantes.
Ao final, não sou eu mais ou menos poeta.
Sou simplesmente poeta sem versos
E os versos reunidos
Simplesmente poemas teus...
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POEMA DESPIDO


17/06/2010

Deixarei as metáforas de lado.
Não maquiarei meus sentimentos,
Não alegorizarei meus versos
Por mais que dure um só poema
Essa minha decisão.
Sinto saudade e não vou falar de brisa,
De luar, de perfumes e nem de flor...
Saudade por si só já diz tudo!
Sinto angustia e não preciso
Transcrever versos desenhando
O nó na garganta, o aperto no peito,
O peso nas costas, o dia vazio...
Pelo menos não agora!
Sinto frio... ausência do teu calor
Aqui deitada em meu colo...
E essa ilustração basta!
Ao fim deste despido poema
Transcrevo uma simples palavra
Que já diz muito além do que qualquer
Poema possa nesse momento dizer:
SOLIDÃO...
Deixo então meu sentimento de pena
Para os que jamais tiveram suas almas saudosas
E o peito vazio...
Esses não sabem o quanto é valiosa a presença!
De vocês não cobrarei desse despido poema
Compreensão!
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Leitor da noite...

Faz-me sorrir em noites mornas.
Já não são como foram um dia,
As apáticas antigas noites.
Hoje, são disformes. Quentes...
Como foram em tempos
Não tão distantes.
Noites que surpreendem,
Noites inconstantes...
Distintas noites de olhares enfeitiçados
Mesmo eu leitor de astros e estrelas
Não consigo ler entrelinhas em você.
O que me faz ainda mais intruso!
A cada sorriso teu
Surge um leitor mais encantado
Louco pra transcrever apaixonado
A própria interpretação
Filtrada por atentos olhos ludibriados
Transcrita à pena por um coração...


Vinicius de Oliveira
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PRESO AO CHÃO

Apagou-se do céu minha estrela
Num sopro fraco, escuridão!
Num golpe baixo me rompe o ar
Sem norte, sem rumo, sem chão...
Apagou-se do céu minha estrela
Meu lugar no universo, não existe!
Com os olhos presos a terra
Sou cego, sou mudo, sou triste...
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AMOR VELADO

Nosso amor morreu!

E o velório esta cheio
Choram todos desacreditados
Aos pés do sadio sentimento
Que enterro
Em caixão de ferro
Num frio sepultamento.

Nosso amor morreu!

E o destino foi pego de surpresa
Nesse improvável desencontro
Que a eternidade lamenta
Mais um quase em sua conta
E se desaponta
com o amor que se isenta.

Nosso amor morreu!

Não o escuto debatendo
Tranquilamente velado
Pálido e abatido
Foi ali vestido de terra
E o amor se encerra
Prometendo a pouco ser esquecido...
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NÃO FALA NADA

Não fala nada
Deixa tudo ressurgir.
O peito reclama
A dor imperfeita
Que tenho aqui.
Parece irreal,
Mas sou incompleto
E o amor ideal
Me fez sufocar.
Agora me resta
A companhia do tempo
E das estrelas...
Espero que o vento
Possa em fim
Nos fazer velejar.
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BOM DIA! É HORA DE ZARPAR.

Bom dia! É hora de zarpar.

Em busca do amor você já gastou todas as forças...
Travou muitas batalhas...
Usou todos os recursos...
Cruzou a linha do impossível?
BOM DIA!
É hora de dar chance as surpresas
Que a vida nos traz todas as manhãs
Quando o sol surgi no nada
Sorrindo pra tudo...
É hora de olhar pros lados
E saldar as oportunidades,
Baixar as defesas,
Guardar as armas,
Entregar as feridas ao tempo.
É hora de respirar a vida,
Respirar a sua vida!
E deixar que o sentimento do mundo
Se encarregue do resto.
E ele adora surpreender!
Não espere, procure ou cante amores futuros.
Amores não são previsíveis.
Amamos quem não nos ama
E quem nos ama, na maior parte das
Vezes, ignoramos... Um clichê da vida.
Até que o coração muda o ritmo
E num dueto apaixonante passa a cantar pro nada
E assoviar pro tento.
E assim o mundo segue em rotação;
Em encontro e desencontro;
Sonho e desilusão;
O mundo gira e o seu também quer girar
Deixe a vida dar movimento a sua existência
Recolha as âncoras
É hora de zarpar!
Permita que o vento sopre as velas
E curta bem a viagem.
Encare o horizonte
Sem desprezar a linda paisagem
Que passeia pela janela.
“Assim, repito, quando tivermos feito tudo
Para conseguir um amor, e falhado,
Resta-nos um só caminho...”
O de sorrir pro mundo
Seguir o curso, ZARPAR,
Sem lamentar os sentimentos jogados ao mar.


Vinícius de Oliveira
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SEM CABEÇA

Sem cabeça

A flor da pele
Juntei os cacos
Peça a peça num
Quebra cabeças
Sem cabeça
Que há pouco
Formou metade
Uma gravura incompleta
Repleta de detalhes
Com ares de exatidão
Em tentativas em vão
De formar a outra parte
Me cansei
Contentei-me com o pedaço
Sem cabeça
Que por mais que não pareça
Aos poucos me reencontrei
Recuperei o fôlego
Olhei as peças espalhadas
Ao chão
E voltei a testar
A flor da pele
Peça a peça
A te imaginar...
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SE APAIXONA

Se apaixona

Já cantei a perfeição
enquanto pulsava no peito
um coração
aparentemente sem defeitos
sua função era apenas AMAR
e amar por si só já é poesia
e eu mal sabia que não era bem assim
o problema de ter um coração
dentro do peito vivo,
caro leitor atento de minha alma,
É QUE ELE SE APAIXONA!!!!


Vinicius de Oliveira
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