Certo dia os olhos que beijara tanto
Miraram seus próprios caminhos
E partiram.
Segui uma e outra marca perfeita
De pés tortos
Riscados no chão
Sobre poeira leve
E desisti...
O vento varreu seu rastro
O tempo ocultou a lembrança
E o que era caminho certo
Virou distorção!
Segui no sentido oposto
Disposto a não seguir pegadas!
Quem sabe no movimento de rotação
Não esteja escondendo o destino
O nosso futuro debaixo de sete palmos de terra
Para que num dia qualquer
Em que o sol acorde sorrindo
Ele venha novamente fazer sentido?
E simplesmente, num encontro repentino
À beira mar, brisa leve no rosto,
Voltaremos a falar do mesmo amor
Que um dia me ensinou
O verdadeiro significado
Da Eternidade.






