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Sonhei com você hoje


Num passado distante quando o filme “O meu primeiro amor” fazia sentido Mel revela para seu namorado:

_Sonhei com vc.

_Aeh?! E como foi?

_Não sei, não lembro.

_Ué.. e como sabe que sonhou comigo?

_Acordei feliz :)

Depois de alguns anos de casado...

- Ei! Sonhei com você.
- É?
- Não vai perguntar como foi?
- Hum... não!
- Poxa, mais foi tão lindo.
- Sai da frente que o mengão ta ganhando.
- Insensível.

A mulher sai da sala e entra no quarto chorando. No outro dia vai ao trabalho.

- Oi Mel...
- OI Miguel!
- Sonhei com você, sabia?

O mundo para e os mesmo marejados olhos de antes esbanjam o mais raro brilho de estrela seguido de um sorriso lindo.

- Me fala mais desse sonho na hora do almoço. Às 12h em ponto no Mistura Paulista. Combinado?
Miguel sorri. Confirma o "encontro com a cabeça" e passa o resto da manhã de trabalho assoviando pro tempo...
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BOM DIA! É HORA DE ZARPAR



Veja o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=zDsj35DqPz8

Em busca do amor você já gastou todas as forças...
Travou muitas batalhas...
Usou todos os recursos...
Cruzou a linha do impossível?
BOM DIA!
É hora de dar chance as surpresas
Que a vida nos traz todas as manhãs
Quando o sol surgi no nada
Sorrindo pra tudo...
É hora de olhar pros lados
E saldar as oportunidades,
Baixar as defesas,
Guardar as armas,
Entregar as feridas ao tempo.
É hora de respirar a vida,
Respirar a sua vida!
E deixar que o sentimento do mundo
Se encarregue do resto.
E ele adora surpreender!
Não espere, procure ou cante amores futuros.
Amores não são previsíveis.
Amamos quem não nos ama
E quem nos ama, na maior parte das
Vezes, ignoramos... Um clichê da vida.
Até que o coração muda o ritmo
E num dueto apaixonante passa a cantar pro nada
E assoviar pro tento.
E assim o mundo segue em rotação;
Em encontro e desencontro;
Sonho e desilusão;
O mundo gira e o seu também quer girar
Deixe a vida dar movimento a sua existência
Recolha as âncoras
É hora de zarpar!
Permita que o vento sopre as velas
E curta bem a viagem.
Encare o horizonte
Sem desprezar a linda paisagem
Que passeia pela janela.
“Assim, repito, quando tivermos feito tudo
Para conseguir um amor, e falhado,
Resta-nos um só caminho...”
O de sorrir pro mundo
Seguir o curso, ZARPAR,
Sem lamentar os sentimentos jogados ao mar.

Repostagem.
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Atacado pela insonia


Será mais uma noite atacada pela insônia
Mais uma noite dedicada a desejos e estrelas

Uma noite daquelas intermináveis
Noite que rolarei perdido na cama

Mas não será mais uma noite sentindo tua falta

Hoje, te encontro em cada astro do céu
E fico a desenhar poemas que te presenteiem luas

Hoje, tua presença deu novo sentido ao meu dia
Entregar-se a qualquer sonho seria um crime contra a realidade

Dedico esta noite a pedidos cadentes
Que desejam mais um dia ensolarado
E com ele a possibilidade de ter você mais uma vez...

Buenas noches donde esteas!
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Desejo Noturno



Espero noticias da noite
Que mais uma vez vai embora
Soprando fria brisa de madrugada
Enquanto insone
Deito sem relatos de você.

Será que também olha o céu
E sorri pro nada?
Da varanda conta estrelas
Sonhando acordada?

Se entregue poeta.

Diz uma estrela cadente
Enquanto risca o céu
Soprando um desejo já meu.

Desejos não podem ser revelados
Devem ser maquiados
Mesmo nesse poema
Que tem como tema
Você e estrelas.

No céu uma constelação inteira
Me manda mensagens
Desenha no espaço conselhos de amor.
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Mil e uma vozes


Soprou o vento fatos distorcidos
E antes que o sentimento de aversão
Aflorasse na pela de todos
A ponto de ser expelido...
Esquecimento.

É mais cômodo sobreviver
Tendo memória fraca!

Mas a faca de lâmina dupla
Ceifa o desejo de reação,
Ceifa a vontade, a coragem,
Açoita uma nova geração
De gente apática,
Despreocupada
Enquanto nas calçadas
A morte nem cheira tão mal assim.

As muitas bocas caladas
Foram programadas para manterem
Narizes defeituosos
Acostumados com podridão

Do outro lado da rua
Vai longe da infância
Armada até os dentes a criança
Pronta pra destruição.

Quem tinha o futuro nas mãos
Agora já tem presente incerto
E de concreto só a vida curta
Uma prostituta destemida tentando se alongar
Por um caminho oposto, torpe e sombrio.

O frio daquela alma
Não pode ser descrito
Não caberia nos versos
Do mais sensível e hábil poeta.

O que os olhos vêem
O coração ainda sente!

A cegueira não contaminou
As mãos inquietas
E a pena não cala
Mas a realidade exige mais.

Desta vez a poesia não será suficiente.

A realidade indecente
Terá meu verso não só escrito
Em folhas desvirginadas
Mas entranhado em seus ouvidos
Mil e uma vozes unidas
Gritarão pros ventos
Um grito de basta
Um pedido de paz.
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