
Não são mais mãos vinicianas
Que tecem cada verso extraído
De um amor perdido
Quando revolvi voltar a mim
Já eu no fim, não estava lá
Nítido nas cartas das ciganas
Elas, traídas pela ironia do destino
Cravadas em unhas gritantes
Convertem eternidade em mero instante
Em antigas juras lêem blasfêmia
Em vida boêmia afoga a poesia
Ao som fúnebre de um violino.