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BOM DIA! É HORA DE ZARPAR



Veja o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=zDsj35DqPz8

Em busca do amor você já gastou todas as forças...
Travou muitas batalhas...
Usou todos os recursos...
Cruzou a linha do impossível?
BOM DIA!
É hora de dar chance as surpresas
Que a vida nos traz todas as manhãs
Quando o sol surgi no nada
Sorrindo pra tudo...
É hora de olhar pros lados
E saldar as oportunidades,
Baixar as defesas,
Guardar as armas,
Entregar as feridas ao tempo.
É hora de respirar a vida,
Respirar a sua vida!
E deixar que o sentimento do mundo
Se encarregue do resto.
E ele adora surpreender!
Não espere, procure ou cante amores futuros.
Amores não são previsíveis.
Amamos quem não nos ama
E quem nos ama, na maior parte das
Vezes, ignoramos... Um clichê da vida.
Até que o coração muda o ritmo
E num dueto apaixonante passa a cantar pro nada
E assoviar pro tento.
E assim o mundo segue em rotação;
Em encontro e desencontro;
Sonho e desilusão;
O mundo gira e o seu também quer girar
Deixe a vida dar movimento a sua existência
Recolha as âncoras
É hora de zarpar!
Permita que o vento sopre as velas
E curta bem a viagem.
Encare o horizonte
Sem desprezar a linda paisagem
Que passeia pela janela.
“Assim, repito, quando tivermos feito tudo
Para conseguir um amor, e falhado,
Resta-nos um só caminho...”
O de sorrir pro mundo
Seguir o curso, ZARPAR,
Sem lamentar os sentimentos jogados ao mar.

Repostagem.
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Atacado pela insonia


Será mais uma noite atacada pela insônia
Mais uma noite dedicada a desejos e estrelas

Uma noite daquelas intermináveis
Noite que rolarei perdido na cama

Mas não será mais uma noite sentindo tua falta

Hoje, te encontro em cada astro do céu
E fico a desenhar poemas que te presenteiem luas

Hoje, tua presença deu novo sentido ao meu dia
Entregar-se a qualquer sonho seria um crime contra a realidade

Dedico esta noite a pedidos cadentes
Que desejam mais um dia ensolarado
E com ele a possibilidade de ter você mais uma vez...

Buenas noches donde esteas!
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Desejo Noturno



Espero noticias da noite
Que mais uma vez vai embora
Soprando fria brisa de madrugada
Enquanto insone
Deito sem relatos de você.

Será que também olha o céu
E sorri pro nada?
Da varanda conta estrelas
Sonhando acordada?

Se entregue poeta.

Diz uma estrela cadente
Enquanto risca o céu
Soprando um desejo já meu.

Desejos não podem ser revelados
Devem ser maquiados
Mesmo nesse poema
Que tem como tema
Você e estrelas.

No céu uma constelação inteira
Me manda mensagens
Desenha no espaço conselhos de amor.
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Mil e uma vozes


Soprou o vento fatos distorcidos
E antes que o sentimento de aversão
Aflorasse na pela de todos
A ponto de ser expelido...
Esquecimento.

É mais cômodo sobreviver
Tendo memória fraca!

Mas a faca de lâmina dupla
Ceifa o desejo de reação,
Ceifa a vontade, a coragem,
Açoita uma nova geração
De gente apática,
Despreocupada
Enquanto nas calçadas
A morte nem cheira tão mal assim.

As muitas bocas caladas
Foram programadas para manterem
Narizes defeituosos
Acostumados com podridão

Do outro lado da rua
Vai longe da infância
Armada até os dentes a criança
Pronta pra destruição.

Quem tinha o futuro nas mãos
Agora já tem presente incerto
E de concreto só a vida curta
Uma prostituta destemida tentando se alongar
Por um caminho oposto, torpe e sombrio.

O frio daquela alma
Não pode ser descrito
Não caberia nos versos
Do mais sensível e hábil poeta.

O que os olhos vêem
O coração ainda sente!

A cegueira não contaminou
As mãos inquietas
E a pena não cala
Mas a realidade exige mais.

Desta vez a poesia não será suficiente.

A realidade indecente
Terá meu verso não só escrito
Em folhas desvirginadas
Mas entranhado em seus ouvidos
Mil e uma vozes unidas
Gritarão pros ventos
Um grito de basta
Um pedido de paz.
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Vestida em leg branca


A cabeça erguida finalizava uma bela postura, seios e bumbum empinados, unhas feitas, negros cabelos longos soltos ao sabor do vento. Leg branca mapeando perfeitas curvas, batom rosa clarinho denunciava lábios delicados enquanto desfilava em direção do meu carro um ex-amor. Sabia do seu poder de hipnotização, sabia o que e como me afogar em taras, desejos, paixão... Golpe covarde, vestida ao meu gosto. Mas também escolhi com cuidado a minha roupa, penteado e perfume. O perfume tinha o aroma do passado pra ela. Era o seu preferido nos tempos de namoro. Tudo em nome da reconquista que a meu ver é mais mística e delicada que qualquer outra batalha...
Aceitou meu convite pra jantar em nome das boas e velhas memórias enquanto no canto dos densos olhos negros, expostos na webcan, escorria uma delicada gota de emoção. Era o passando em sua primeira tentativa de invadir o presente. Depois de tanto tempo ausente mostrava que ainda me conhecia bem e pelo visto andou me estudando. Traz novos movimentos tão eficazes quanto os antigos.
Mal sabia que nem precisava fazer muito esforço. Escolheu a estratégia perfeita pra me ter nas mãos, pra voltar a fazer o coração bater sincronizado no afinado ritmo de antes.
Fui cavalheiro, atencioso, elogiei sua roupa sem abusar das palavras, fixei seus lábios sem perder a concentração no que diziam. Confesso que foi um das mais difíceis tarefas que realizei nesse reencontro.
Levei flores amarelas era a minha jogada de mestre. Elas me davam vantagens. E eu lembrava perfeitamente disso, também não esqueci a caixa de chocolates importada em formato de coração que ela tanto gostava! Em outra ocasião do passado ela me perguntaria: "O que você andou aprontando Vinicius de Oliveira", mas ao entregar as flores e o chocolate desmontei o personagem antes figura firme e forte a minha frente. Arranquei um riso tímido que libertou a emoção contida nos mais lindos olhos marejados que já vi.
Ela se desculpou, escondeu os olhos... seguido de uma desculpa que não guardei na memória. Não vale a pena lembrar das desculpas quando o motivo real foi nos dado de presente pelo resto do corpo.
Não conseguimos esperar o jantar ser servido no nosso restaurante preferido... A fome de amor era maior que qualquer outro desejo. A carne tremia, a pele em calafrios gritava, enquanto o resto do corpo pedia... Não! Implorava amor eterno outra vez.
Mas já eram 5:45 da manhã e o maldito despertador nunca falha, nunca esquece de me acordar pra mais um dia de trabalho...
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